Arca da Aliança atrai mais de 500 mil pessoas no país

Arca da Alianca

A Arca da Aliança já se encontra no solo pátrio. A mesma foi recebida com cânticos e júbilos pela moldura humana que a aguardava com muita expectativa.

A Arca da Aliança era a garantia da vitória do povo hebreu por onde fosse, tornando até possível a passagem pelo Rio Jordão com os pés secos. “Os sacerdotes, que levavam a Arca do Senhor pararam firmes, em seco, no meio do Jordão, e todo o Israel passou a seco, até que todo o povo acabou de passar o Jordão.” (Josué 3:14-17).

Milhares de pessoas afluíram em massa às antigas instalações da FACIM (Feira Internacional de Moçambique), na baixa da cidade de Maputo, e nas Avenidas por onde passou a Arca da Aliança para testemunhar a chegada deste símbolo bíblico em Moçambique.

O evento foi transmitido por videoconferência para todas as capitais províncias, onde milhares de pessoas se juntaram para testemunhar o acto.

A Arca saiu do Aeroporto Internacional de Mavalane até às antigas instalações da FACIM, local onde foi edificado o Tabernáculo (Lugar Santo).

Numa cerimónia de recepção bastante calorosa, os presentes não mediram esforços para ver de perto o símbolo descrito nas Escrituras Sagradas.

Na sua trajectória, a Arca da Aliança percorreu as Avenidas Acordos de Lusaka, Eduardo Mondlane, Vladimir Lenine e 25 de Setembro.

Para testemunhar a sua entrada no Tabernáculo, fiéis, líderes religiosos, autoridades políticas, corpo diplomático, membros da sociedade civil estiveram no local (antigas instalações da FACIM), onde, ao cair da noite receberam a Arca da Aliança, cortejada por mais de 7 mil pessoas, desde o Aeroporto Internacional de Mavalane.

A Arca da Aliança e os Sacerdotes foram transportados pelo carro do Serviço Nacional de Salvação Pública (Bombeiros) até ao Tabernáculo.

Por todo sítio onde passava, a Arca era contemplada e seguida pela multidão que adorava e louvava a Deus pela sua presença nas suas vidas. Antes de chegar a Moçambique, a Arca da Aliança esteve em Angola, onde também foi recebida com glória.

Segundo o livro do Êxodo, a montagem da Arca da Aliança foi orientada por Moisés, que por instruções divinas indicou o seu tamanho e forma. Nela foram guardadas as duas tábuas da lei; a vara de Aarão; e um vaso do maná.

A entrada da Arca da Aliança no Tabernáculo foi antecedida pela entoação do Hino Nacional pela Banda PRM e testemunhada pelas Comunidades Cristã, Muçulmana, Hindu e Judaíca.

Luan Vilvert, Sacerdote do Templo de Salomão, disse que a Arca da Aliança estará entre os moçambicanos durante um mês, pois esta simboliza a aliança que Deus teve com o povo de Israel.

“Dos 200 países que poderiam receber a Arca, Moçambique teve o privilégio de ser abençoado com a vinda da mesma, porque Deus viu a fé dos moçambicanos. A presença do Altíssimo entrou juntamente com a Arca da Aliança e vai fazer com que os pedidos do povo sejam honrados e abençoados por Deus”.

Para o Bispo Luiz Moraes, Líder Espiritual da Universal em Moçambique, a Universal trouxe 4 mil anos atrás para o presente, para lembrar que o Deus do passado é o mesmo de hoje. “Com isto pretendemos resgatar a santidade e a lembrança de Deus, porque muitos tem se esquecido d’Ele, que é o primordial nas nossas vidas.

A Arca da Aliança é um símbolo da antiga aliança que o ser humano tinha com Deus. Criamos esse cenário bíblico para hoje fazermos uma Nova Aliança, e a aliança de hoje é o Senhor Jesus que deu a vida por nós na Cruz, morreu e ressuscitou e que está à disposição para salvar a todos nós,” frisou.

Tomando a palavra, José Guerra, Presidente da IURD em Moçambique, afirmou que a recepção da Arca da Aliança constitui um momento de festa para os moçambicanos. “Este é um momento de celebração de conquistas que juntos alcançamos para continuar a orar em prol da paz e harmonia social do nosso belo Moçambique. Por isso, alegremo-nos e rendamos glórias ao Senhor nosso Deus Todo-Poderoso”.

Joaquim Veríssimo, Vice-Ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, sublinhou que a presença de todos naquele evento representa a consolidação da moçambicanidade naquilo que se pretendemos atingir.

“Conseguimos pela primeira vez num Moçambique Independente ter um acto destes, fiquei muito impressionado por isso, saúdo de viva voz como membro do Governo a Igreja Universal”.

Margarida Talapa, Chefe da Bancada Parlamentar da FRELIMO, salientou que a Arca da Aliança traz união, coesão, e cada um de nós se tivermos fé em primeiro lugar, independentemente da nossa religião, compreenderemos que só juntos é que podemos ultrapassar as nossas diferenças.

Fernando Bismarque, da Bancada Parlamentar do MDM, disse que este símbolo da presença de Deus é bem-vindo, porque renova a nossa esperança e o pacto que temos com o nosso Criador.

O Coral Universal e cantores da terra alegraram a cerimónia, que contou com a apresentação de Jorge Matavele e Glória Muianga.

 

Você gostou? Compartilhe:

Deixe o seu comentário